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Uma válvula de escape, onde eu escrevesse mais do que no Twitter, com conteúdo pessoal e sem interesse na audiência.
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Acho que tenho sido emo demais nessas últimas semanas, por isso vou fazer um post só pra desabafar e ver se isso que eu tô sentindo passa logo de uma vez.
Até alguns meses atrás eu dizia que amor não existia, que era invenção da mídia para lucrar. Parcialmente eu estava certo, mas aconteceu comigo. Quando sinto atração por determinada pessoa, normalmente penso em sacanagem (não venha pra cima de mim querendo me condenar, ok?). É super normal, faço isso desde que perdi a minha inocência durante a infância. Mas há uma pessoa que eu sinto atração mas não penso nada demais, ela não me conquistou só com aparência mas também com sua personalidade que foge dos padrões, seu caráter exemplar, sua criatividade rara e principalmente por seu gosto musical. Ou seja, me complementa, tem tudo que eu procuro numa pessoa. A tendência é aumentar porque tenho tara por óculos e talento musical. Adivinha! Pois é, ela é talentosa e vai usar óculos.
Moramos na mesma cidade mas nunca nos falamos pessoalmente, só trocamos uns twits no ano passado. Ela me deu unfollow há meses (não sei por que), eu retribui, mas não deixo de visitar o perfil dela, nem o Twitpic, nem o blog, nem o Orkut. É.
Mais qualidades são: gosto pela natureza (just like me), ter cérebro (pensar, fugir do senso comum), escrever certo na internet (coisa rara), etc. Se eu citasse todas não caberia aqui. Ah, sempre que vejo uma foto dela eu sinto calafrios. Isso é no mínimo, confuso.
Eu tenho 15 anos e nunca passei por essa situação antes na minha vida, sou obrigado a conviver com isso me atormentando todos os dias. É involuntário, se não fosse eu já teria dado um fim há muito tempo.